O RETORNO À FONTE VIA 365 CAMADAS!

 

FONTE DA IMAGEM DO VIDEO:

A HISTÓRIA COMPLETA DA MÔNADA - O INÍCIO ANTES DE TODO O INÍCIO!

clique no título para abrir o vídeo!

No INSTAGRAM postei com o song:

MONADA - Xavier Capellas


INTRODUÇÃO

Os 2 motivos pelos quais não repasso alguns vídeos diretamente:

1) Porque muitos que gostam de certos temas, só me acessam via blog (não tenho contato pessoal e, portanto, não teria como enviar o vídeo, ou link de algum site, etc)

2) Porque uso meu blog como arquivo de informações que me cativam de algum modo, e, se for o caso, aproveito para tecer comentários.

Diria que o vídeo citado acima é do tipo 5 ESTRELAS para quem se interessa sobre o tema da ORIGEM DO COSMOS E DA HUMANIDADE. 

O vídeo vai traçar uma trajetória singular, e com uma clareza única: temas complexos como a famosa queda, quem criou o homem de barro, o que é a Mônada, quem é o Deus da Criação e qual a diferença dele da FONTE PRIMORDIAL, ele vai abordar primeiro usando a origem do termo Mônada e, aos poucos, vai incluir quais tradições espirituais (não tradições religiosas), bem como alguns indivíduos de diferentes épocas, de várias raças, falaram o mesmo, apenas com nomes diferentes. 

Sugiro verem o vídeo SEM LER MINHAS NOTAS sobre o mesmo - pois ele será claro o suficiente. Mesmo porque, devo fazer uma revisão das notas.


MINHAS NOTAS

Enquanto via o vídeo, anotei partes dele, ou frases que me inspiraram e, em alguns casos, acrescentei alguns dados, principalmente mais pro final, onde comparo o Caminho Gnóstico com Jnana-Yoga e esta com o método de Advaita Vedanta e este com Ramana Maharshi.

INICIO

6:40 A Mônada não é... e daí fala Brahma – sim, porque Brahma é o Deus da Criação – ou a trindade hindu: Brahma – Vishnu – Shiva. Mas existe BRAHMAN, que é anterior a Criação.

É da natureza da Mônada emanar – assim como é natureza do Sol brilhar!

A consciência que se torna consciente de si mesma!

Barbelo é o nome do processo acima.

O primeiro pensamento da Mônada; em grego Enoia, ou Pronoia, Providência, Provisão.

A primeira reflexão da Mônada que se vê e sabe que Eu Sou. Não isto ou aquilo: apenas Eu Sou.

A primeira percepção nua da Consciência se conhecendo a si mesma, ou:

CONSCIÊNCIA CONSCIENTE DE SI MESMA...

(Foi isso que me perguntei um dia: Quem pensa sobre o pensamento? – pois seria necessário algo “superior” ao pensamento – senão, seria como querer que o rosto visse a si mesmo – na época eu iniciava minha jornada pelo Advaita Vedanta).

Depois seguem:

O Pleroma / Plenitude, que não é um lugar, mas um estado!

É a totalidade da consciência divina se desdobrando em pares complementares! (As polaridades em equilíbrio perfeito). Como princípio de AÇÃO e RECEPÇÃO: positivo e negativo (mas aqui negativo como qualidade RECEPTORA), EXPANSÃO e CONTENÇÃO, IMPULSO e REPOUSO.

Valentino definiu 30 princípios divididos em 15 pares. Cada par representava um aspecto da CONSCIÊNCIA DIVINA se conhecendo de um ângulo diferente.

1.     PROFUNDEZA X SILÊNCIO > que geram o INTELECTO e a VERDADE... se desdobrando sucessivamente...

Todos os 30 EONS ou PRINCÍPIOS, permaneciam dentro do PLEROMA, portanto, dentro da PLENITUDE.

... até chegar mais tarde no desvio... que gerou O SOFRIMENTO (algo não necessário, não parte do processo original).

Basílides disse que há 365 níveis de realidade entre a Mônada e o Mundo Material.

Cada dia da camada da realidade é uma RESPIRAÇÃO DO ABSOLUTO – um ciclo completo de EXPRESSÃO e RETORNO.

Cada nível (ou céu) dos 365, tinha seus próprios Governantes, suas próprias Leis, sua própria PERSPECTIVA PARCIAL sobre o TODO.

E a tarefa da CONSCIÊNCIA era atravessar todos eles de volta à FONTE.

Enquanto percorre a época da Alexandria e seus sábios, o vídeo cita, em dado momento, que a Centelha de Consciência dentro de cada ser humano não vem do Criador, mas da Mônada – isso bate com o Advaita, que considera o Atman parcela ou emanação de Brahman, da Fonte ou Absoluto (diferentes termos para designar o mesmo); não de Brahma, sem o “n”, este sim o Criador.

 

18:13 – Inicia a História de Sofia e o Drama Cósmico que vivemos até hoje!

S O F I A

A história de Sofia é a razão pela qual você esqueceu quem é, e a razão pela qual está lembrando agora.

Ela é o EON mais jovem do PLEROMA, o mais distante do CENTRO! O mais próximo da borda periférica de tudo que existe e isso a tornou o Eon mais vulnerável a um impulso que os outros Eons nunca precisaram enfrentar:

- O desejo de conhecer o Pai diretamente, sem Intermediação! Sem o PAR que a equilibrava.  E tal anseio (ou desejo), diz o vídeo, não foi pecado moral, foi desequilíbrio estrutural. Como alguém que tenta aplaudir com uma mão só.

- O problema não foi o desejo em si, e sim a direção que ele tomou: em objetos externos, isso gerou uma queda...

- Sofia tentou conter o INFINITO dentro de si... e o resultado não foi uma ILUMINAÇÃO, foi uma CRIAÇÃO DISTORCIDA... gerando uma ENTIDADE nascida sem o complemento e sem a participação do TODO (conforme esquema acima, em que cada um dos 30 Eons, ou PRINCÍPIOS, trabalham em conjunto).

Uma criatura que nasceu cortada da LUZ PLENA, sem saber de onde vinha, sem saber quem existia ou que algo existia acima dela. Esta criatura é


20:38 - YADALBAOTH – O DEMIURGO – O CRIADOR... ou

O artesão do cosmos material. Também denominado SACLAS em aramaico e SAMAEL o deus cego em hebraico.

Ele herdou de Sofia uma FRAÇÃO DE LUZ DO PLEROMA (da PLENITUDE).

Um PODER REAL, capacidade CRIATIVA genuína... mas sem a CONSCIÊNCIA de onde tal poder provinha.

E com este PODER CRIATIVO, criou os

 

21:28 - ARCONTES – GOVERNANTES DAS ESFERAS PLANETÁRIAS

O Demiurgo criou o COSMOS MATERIAL, com suas limitações (tal como ele era limitado). E pelo fato de ignorar sua origem, teve a audácia de dizer:

- EU SOU DEUS, E NÃO HÁ OUTRO DEUS ALÉM DE MIM.

E SOFIA respondeu:

- Você está enganado Samael (o Deus Cego).

Em seguida o vídeo ressalta que a queda não foi fruto de maldade, mas ignorância, porém ignorância com poder, e isso foi o grande perigo.

Por isso, o COSMO MATERIAL não é mal por natureza – é consciência divina que esqueceu o que é! Onde a matéria é luz desacelerada, comprimida, condensada a ponto de acreditar ser separada de sua fonte.

O Demiurgo criou corpos humanos, mas vazias, cascas sem faísca...

... Porque os Arcontes, seres gerados por um ser cortado da Fonte, não conseguem gerar consciência verdadeira.

Consciência verdadeira só emana da Mônada!

E aqui Sofia interveio pela segunda vez: pediu a Yadalbaoth (o Demiurgo) o soprar seu próprio espírito (o pneuma, sem saber que era dela), dentro das criaturas de barro. E ele soprou e assim transferiu para Adão a Centelha de Luz que era desde o início, a herança da Mônada via Sofia.

E nisso o vídeo prossegue dizendo que somos, portanto, feitos da Mônada, não apenas uma fração diminuída, mas uma expressão completa, só que em escala individual, como cada gota do oceano, que contém os mesmos elementos que o oceano inteiro.

Mas o mundo sim... é imperfeito por “marca de fabricação” ...

E nisso o vídeo abordar o termo

GNOSE = CONHECIMENTO DIRETO

Em hindu temos JNANA-YOGA ou GNANA (GNOSIS), que é a VIA que postula o CAMINHO DIRETO À FONTE. 

Veja WIKIPEDIA:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jnana-ioga

Mas, assim como se confunde GNOSIS dos Gnósticos com Conhecimento Intelectual, o mesmo ocorre com alguns hinduístas:

O CONHECIMENTO a que se referem ambas as vertentes (a Gnóstica e o Advaita, atualizado por Shankara no séc. V  e vivido ao vivo por Ramana Maharshi, entre 1900 e 1950), é o CONHECIMENTO INTERIOR, REVELADO, não intelectual.

(Seguem detalhes no final, para quem não conhece Shankara ou Ramana, sendo que Ramana foi considerado uma encarnação de Shankara, ou de alguns dos grandes Rishis Indianos – Rishis = Sábios – e, lendo várias obras a seu respeito, em alemão e português, alguns postulam que ele seria a encarnação de Rama, e por isso, já receberia tal sinal em seu nome de nascimento: Venkata-Raman ou Venkataraman).

 

26:30 – O LIVRO DE PISTIS SOPHIA

O livro apócrifo de PISTIS SOPHIA retrata a longa jornada de SOFIA de retorno ao PLEROMA.

Cada etapa é um abandono. É o desfazer-se de uma camada de identificação que não é verdadeira!

Sofia, na descida, adquiriu camadas de confusão, sofrimento, esquecimento.

(Lembrando que SOFIA seria o equivalente a CONHECIMENTO, por isso ela quis conhecer o PAI, a FONTE não pelo CAMINHO INTERIOR, mas EXTERIOR e com isso gerou aquele que geraria O COSMO MATERIAL, incompleto, não perfeito).

E no retorno, cada uma das 365 camadas, precisa ser conhecida como CAMADA, reconhecida como tal, e solta.

(Daqui vem o conceito indiano, e de outras vertentes que tratam do PLEROMA ou da FONTE, que é necessário DESAPEGAR-SE DE TUDO para acessar à FONTE – ou, na versão cristã: VOLTAR A SER CRIANÇA – sem apegos, sem pesos de conhecimentos intelectuais).

  • “Cada pessoa carrega camadas sobrepostas de identificação equivocada, condicionamentos que dizem: Você é isso! Você é aquilo! Isso é seu. E cada camada é um ARCONTE INTERIOR. Não uma entidade demoníaca voando pelo cosmos, Um padrão condicionado, tão profundamente instalado, que parece natureza (natural), ao invés de programação.”

E o vídeo prossegue explicando que a técnica da Gnosis implica em reconhecer ou aprender a ver que existe algo dentro de cada um que não foi fabricado pelo Demiurgo e que não responde aos comandos dos Arcontes.

Algo que simplesmente observa. Simplesmente percebe. Simplesmente é.

(Toda esta linguagem é absolutamente clara para quem conhece um mínimo do Caminho proposto pelo Advaita Vedanta – e mais ainda, nas palavras e exemplos de Ramana Maharshi, o seu mais atual exemplo).

Ah, em seguida ele diz que embora o termo Mônada não seja usado em muitas tradições que não se conheciam, separados por continentes e milhares de anos, ela é idêntica em sua estrutura:

“Uma FONTE sem atributos da qual TUDO emana. Um INTERMEDIÁRIO que se confunde com o ABSOLUTO (ou a FONTE), e uma CENTELHA aprisionada, que precisa se lembrar de onde veio.”


29:00 – A MATEMÁTICA, A MÔNADA E O MUNDO

O vídeo explica como sistema Pitagórico descrevia o COSMOS baseado nos números, e séculos depois, os Gnósticos, no lugar dos números, davam nomes aos mesmos: Mônada, Barbelo, Pleroma, Sofia, Demiurgo.

Depois o vídeo discorre de como outros autores e tradições como a Cabala, inclusive o Sufismo Islão, descrevem a Mônada com semelhanças notórias, mudando apenas o vocabulário, o idioma e a época. Ah, e também vai falar de BRAHMAN – o ABSOLUTO sem atributos, e de BRAHMA (sem N), como o Criador. E também fala de LAO TZU e O TAO. E sobre a mesma tradição PERENE em Tibete. Depois cita GIORDANO BRUNO, MEISTER ECKHART, MARCILIO FICINO (tenho um livro em alemão dele), OS CÁTAROS e o genocídio praticado contra “hereges” – sim, 500 mil foram mortos, tudo para suprimir UMA VERDADE que TODAS as tradições e autores citados acima proclamavam e viviam.

 

DETALHES SOBRE RAMANA E SHANKARA

Para quem não conhece Shankara e Ramana:


Resumo sobre a VIDA DE RAMANA:

https://www.advaita.com.br/ramana-maharshi/

Diria que o RESUMO acima (realmente bem compacto e curto), vai dar uma NOÇÃO REAL de Ramana, que a maioria não conhece, e assim vão poder entender as CITAÇÕES que os buscadores de todas classes e cantos do mundo, fizeram dele, em meu post FACE A FACE COM RAMANA MAHARSHI.


Detalhes sobre a VIDA DE SHANKARA:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Adi_Xancara

Lendo a parte da Wiki falando dele, ficará clara a semelhança com alguns conceitos gnósticos, mesmo porque a GNOSIS tem recebido diferentes interpretações ao longo dos anos e algumas, totalmente fora da ideia original, envolvendo rituais sexuais, que apenas despertam a Kundalini, e com altos perigos, visto que ninguém deveria acordar “esta cobra de energia” que sai do sacro e vai até a cabeça, sem uma supervisão – e, de preferência, NUNCA acordar tal Cobra, pois na era atual, o sistema espiritual não implica mais em realizar um processo de baixo para cima, nem mesmo de cima para baixo, mas de fora (do ego), para dentro (Mônada, Centelha, Atman, Ser Real, Lotus Sagrado, Rosa Sagrada, etc). 

Aliás, este sempre foi o processo ORIGINAL DE RETORNO A CASA DO PAI! Ou como Jesus teria dito:

- O Reino do Pai (ou da Fonte), está dentro de vós, mais próximo que mãos e pés.

Claro que o cristianismo ortodoxo, bem como o hinduísmo ortodoxo e o islamismo, NÃO concordam com tal e a consideram blasfêmia – mas isso é outro departamento e requer alguns conhecimentos mais aprofundados e não mera negação.

Ramana, além disso, reativou o sistema ou método denominado de ATMA-VICHARA, ou: Autoinvestigação, em que o buscador se pergunta:

- QUEM SOU EU? O QUE É O EU?

Tal método caiu como luva para mim, pois, ao ler um livro sobre PARSIFAL e o GRAAL (quando ainda vivia na Suíça), fez Eureca:

- Parsifal não conseguiu curar o Reino Doente, pois não tinha feito a PERGUNTA CERTA.

De fato, fazer a pergunta certa é uma das chaves para curar seu Reino doente pelo ego, envolto em mil capas de todos os tipos, digo: 365, pelos dados do vídeo.

Assim, quando Ramana veio ao meu encontro pela segunda vez (a primeira vez no Brasil, via revista PLANETA, pelos meus 20 anos, e a segunda na Suíça, via um livro em alemão, que ganhei de presente de um amigo alemão em Dez 1999 – do autor alemão HEINRICH ZIMMER, com o sugestivo título de WAS IST DAS SELBST – O QUE É O SER ou SELF), eu estaria pronta para usar o método INVESTIGATIVO exatamente 5 anos depois, já vivendo no Brasil. No entanto, justamente pelo método ser tão ultra simples, muitos não sabem como usá-lo. Por isso, cada alma precisa seguir o método que o inspira a ir fundo e que tenha capacidade de atingir o fundo.

https://www.amazon.de/Weg-zum-Selbst-indischen-Tiruvannamalai/dp/3732242811

Segue tradução do resumo do livro:

Ramana Maharshi (1879-1950) é considerado um dos maiores mestres do Advaita Vedanta de todos os tempos. Ele ensinou a autoindagação (atma-vichara). Aos 17 anos, alcançou a autorrealização e, posteriormente, viveu no Monte Arunachala, no sul da Índia, onde pessoas de todas as culturas e continentes o visitavam. Alguns viviam com ele, e muitos o consideravam seu Sat-Guru. Este livro é a primeira biografia de Ramana Maharshi no mundo de língua alemã e a última obra do eminente indólogo Heinrich Zimmer. C.G. Jung o publicou em 1944, um ano após a morte de Zimmer. Esta nova edição é idêntica à primeira e inclui, entre outras coisas, um artigo detalhado de C.G. Jung sobre o grande santo do Monte Arunachala.

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LINKS RELACIONADOS

Este blog foi formatado para conter material deste tipo, ou seja:

- Em que o foco central É O RETORNO À FONTE, À MÔNADA!

Por isso, cada um dos posts vai abordar alguma faceta do tema, mas, para quem nunca leu nada sobre minha relação com Ramana, vou deixar os links abaixo:


FACE A FACE COM RAMANA MAHARSHI

https://silencesswords.blogspot.com/2026/04/face-face-com-ramana-maharshi.html

ONDE SE LOCALIZA O CORAÇÃO ESPIRITUAL?

https://silencesswords.blogspot.com/2026/05/onde-se-localiza-o-coracao-espiritual.html



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